Por que Design?



Está pergunta começou a me perseguir depois de uma conversa com a @Reschw, a partir dela qualquer papo que tinha com designers me retornava a este questionamento.

Por que realmente eu faço design?

A resposta não é concreta e nem bela, mas é o simples prazer que a profissão me traz. Estar sempre enfrentado um desafio diferente, desenvolvendo raciocínios, ser forçado a sempre pensar lateralmente, todo o processo do meu trabalho me traz satisfação.

Superei meu questionamento, mas percebi que muitos estudantes se sentem desmotivados em relação a profissão, ao curso e vagam sem rumo. De forma a motivar estes seres com dúvidas fui atrás de pessoas mais qualificadas para responder a pergunta Por que Design?

 

Canha criador do Design.blog.br e co-fundador do xCakeBlogs:

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Você já viu um pôr do sol em uma tarde limpa, sem nuvens? Aquele momento em que o sol acaba de sumir no horizonte, formando um gradiente no céu que vai do laranja intenso, para um azul claro, azul escuro e finalmente preto a 180 graus de onde o sol se pôs? É por isso que sou designer. Amo cores, amo objetos bem projetados, amo tipografia. Sou designer pois amo tudo que pode ser visto. Fico motivado ao olhar pela janela e ver tantas cores diferentes, tantas formas que passam despercebidas no nosso dia-a-dia corrido. Apesar de tudo, design não é apenas passar uma mensagem – é transformar o mundo, é alegrar ele, é fazer algo que chame a atenção de alguém e, com um pouco de esperança, melhorar o dia dela um pouco.

 

Carla de Bona do blog Massa cultural:

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Desde criança eu gostava de desenho e computador, lógico que quando eu era criança não sabia o que era design, nem sabia que essa palavra existia…rsrs. Em função disso eu dizia que queria fazer arquitetura ou computação. O que aconteceu é que o destino conspirou a favor e na escola técnica onde estudei(SATC), um dos cursos oferecidos era “técnico em design”, eu decidi fazer esse curso por ter relação com os meus gostos da infância (desenho e computador). Terminei o curso técnico decidida a trabalhar com design, logo busquei fazer faculdade na área (design gráfico, na UDESC) e assim me tornei uma designer.
O que me motiva? Problemas! É sério, o que me motiva são os problemas de design que eu tenho que resolver e o processo da busca por uma solução adequada ao problema em questão. A sensação que eu tenho, quando depois de muita pesquisa e rascunhos eu encontro o caminho para o projeto, é como se meu cérebro falasse pra mim mesma: Eureka! É extremamente motivador essa sensação.
O que me orgulha na minha profissão é a invisibilidade dela… Calma, eu explico. Acho que o bom design está sempre no invísivel, é tão bom que ninguem percebe, as pessoas só percebem um projeto de design quando ele dá problema, ou seja a solução proposta não foi adequada. O bom design é invísivel, quase nínguem percebe, mas todo mundo sente falta se ele sumir dalí…
O valor que dou a ela não sei se sei responder essa pergunta com propriedade, o que sei é que o design faz tão parte da minha vida, que muito do que eu sou como pessoa é definido pelo modo como olho o mundo… atráves das lentes do design.

 

Carlos Minini Diretor de Criação da Master Comunicações:

marcos

Desde a minha infância tive curiosidade pela área artística mas nunca fui bom em desenho. Portanto quando fui chegando perto da hora de escolher uma profissão minhas opções passavam por design, publicidade, arquitetura e fotografia – profissões que me manteriam perto da cultura e das artes mas não exigiram que eu fosse um grande desenhista.
Antes de entrar na universidade consegui um estágio no laboratório de fotografia do depto de Design da UFPR e lá me aproximei mais do dia a dia da área. Assim a decisão acabou sendo bem mais fácil e segura.
O que motiva é a curiosidade. Trabalho em uma profissão que exige de mim estar sempre atualizado com tecnologias, linguagens e tendências. Isso me renova sempre e me impulsiona para a frente.

Tudo o que eu tenho e fiz devo ao design, portanto o valor da profissão é o de poder me proporcionar uma vida digna e honesta

 

Bruno O. Barros autor da série em quadrinhos na casca do ovo:

bruno

Sempre fui meio artista e na hora em que me deparei com o universo acadêmico, o design foi uma das poucas opções que tive na época. Portanto, foi só na universidade que descobri que já gostava de design antes mesmo de saber o que essa palavra significava.

O que me fascina no design gráfico é seu caráter autoral e, ao mesmo tempo, invisível. Em cada objeto de design há o olhar de um designer por trás… mas um olhar que — na grande maioria dos casos — é recebido pelas pessoas de modo muito pouco consciente.

Não sou desses designers que acham que o design pode mudar o mundo, mas reconheço que nossa área tem uma certa dose de poder. Pena que esse poder é, muitas vezes, transformado em soberba. É como se os designers achassem que ao ficar se supervalorizando, as pessoas passariam a fazer o mesmo.

O grande valor por trás do designer é trazer conceitos da arte para o cotidiano das pessoas.

 

Adicionais

Em uma inciativa muito legal Renato Faccini e Daniel Moura ministram um programa chamdo “Design é Sua Vida?”, onde esclarecem as dúvidas de qualquer estudante sobre o curso e o mercado de trabalho. Os dois estão sempre em eventos de Design, se houver oportunidade vale a pena assistir o bate-papo com eles.

designsua

Philippe Starck fala no TED sobre o “Por que design?” na sociedade, material interessante também:

Parte I

Parte II

 

E agora, Por que você é designer? O que te motiva? Por que se orgulha da sua profissão? Qual o valor que dá a ela?


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