O Flash está de volta



São inúmeros posts que debatem o HMTL5 e o Flash, alguns profetizam a morte do flash, outros apaziguam a discussão informado que cada tecnologia tem suas vantagens, desvantagens e aplicações próprias. A ideia deste post não é discutir o Flash como tecnologia, mas sim como uma tendência de design da década passada.

Tendência de design? Talvez de antidesign que seja, mas uma tendência com características muito claras: preload do preload, hover com efeitos ad infinitum, animações longas para cada mudança de página, má diagramação de textos, introduções animadas, popups e mais popups para o conteúdo… resumindo um oba-oba de firulas e pirotecnias repetidas.

Arrisco dizer que o termo Flash vale na web como o termo Kitsch surgiu no design de produto por volta da década de 20.

O problema do Flash foi a falta de bom senso com uma tecnologia que permitia as mais diversas manifestações. Essa falta de bom senso trouxe sites inacessíveis, irritantes e pesados. Quanto mais esses problemas eram reportados pelos usuários, mais a W3C e grandes empresas pressionavam a mudança do cenário, o culpado foi a tecnologia flash, e o desenvolvedor atrás da máquina saiu ileso.

A evangelização do uso de CSS e JavaScript, dentro das suas limitações, na produção de sites permitiu “resetar” a web, e a internet ganhou muito. Evoluiu como plataforma, estrutura e acesso livre.

Mas esta tecnologia limitada cresceu, como o flash em sua época. Hoje é possível criar animações overpower com CSS3, tratar objetos em tempo real com Javascript, renderizar formas 3D no browser, as possibilidades são inúmeras novamente.

Navegando na internet já encontramos sites em HTML5 com preload, animações exageradas em CSS3 e Jquery, banalização dos mesmos efeitos. A título de exemplo, depois do parallax do site Nike Better World surgiram centenas de outros utilizando-o sem sentido e sem contexto.

É evidente que o Flash ainda continua vivo, não como tecnologia mas como manifestação.

Não vamos repetir os mesmos erros do passado. O apelo aos designers de web e aos desenvolvedores front-end é que continuem fazendo um bom trabalho para enriquecer a experiência do usuário dentro do seu contexto e não aos olhos do cliente que pediu ‘movimento’.

Imagem da capa por Clefchan


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